quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A sombra


Sombra!
Carapaça sem rosto.
Alma sem corpo.
Silhueta do imaginário.
Assassina ou bondosa.
Trabalhadora ou vadia.
Velha ou nova.
Branca ou preta.
Esquerda ou direita.
O anão passa a gigante.
Sem idade nem palavras.
Demónio das crianças.
Suspeita na noite.
Transportas contigo o medo.
Esfumas-te no vazio.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A culpa é de todos

Filipe Scolari foi demitido do Chelsea, de uma maneira geral poderíamos dizer que houve mais uma perda de um posto de trabalho e mais um desempregado para engrossar a já longa lista. Mas neste caso essa teoria não tem validade, porque estamos a tratar de um assunto que não tem nada a ver com o comum dos mortais. Este despedimento não é uma perda, mas sim o ganho de uma fortuna, que a grande maioria de nós que trabalha, não ganha durante uma vida. Todos os dias morrem vários milhares de crianças com fome no mundo inteiro, e de um dia para o outro um homem recebe uma fortuna por ser despedido. Este mundo não pode estar bem. É urgente que todos nós tomemos consciência de todas estas faltas de dignidade para com a humanidade. Um ser humano com todas as suas faculdades de boa saúde não pode cometer barbaridades destas, é um insulto a todos nós.
O povo e os governantes têm que parar um pouco nesta corrida vertiginosa para o abismo, enquanto é tempo, ou estamos condenados a não termos regresso. A situação actual a que nos deixamos chegar, deve de nos envergonhar a todos, porque todos nós contribuímos um pouco para ela, uns activamente e outros pela sua passividade. Este mundo não pode continuar a ser governado desta forma. É tempo de dizermos basta e mostrarmos a nossa dignidade e não nos deixarmos acomodar e tornarmo-nos amorfos e ocos por dento. Se acharmos que por nós já não faz sentido então que seja pelos nossos filhos e netos, para que eles mais tarde sintam algum respeito por aquilo que fizemos por eles.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O tempo também ajuda

Finalmente o tempo mudou, já não estávamos habituados a ter um inverno com tanta chuva seguida e tanto frio. O clima tem mudado com o passar dos tempos, uns dizem que é da poluição, outros que é uma situação cíclica. O que é verdade é que com os dias mais soalheiros as amarguras da vida não nos desgastam tanto e as nossas privações parecem mais pequenas. Andamos todos mais bem dispostos e até temos mais paciência para ouvir todo o chorrilho de asneiras que os nossos políticos nos vão obrigando a assistir. É uma pena ver tanta mediocridade naqueles que nos estão a governar, e nos que lhes fazem oposição. Hoje, para os tempos que estamos a viver era preciso que os nossos governantes fossem homens que encarassem as dificuldades que estamos a viver com toda a verdade e que não tivessem medo de julgar aqueles que nos levaram a esta situação. Mas infelizmente eles também fizeram parte do grupo que contribuiu para chegarmos a este ponto. Era necessário que a população tivesse informação correcta pelos média, mas também estes estão nas mãos de quem tem o poder económico e só deixa passar cá para fora o que lhes interessa. Basta de deixar impunes aqueles que se aproveitam do poder para tirar partido em proveito próprio.
A justiça não pode continuar a condenar uns e a olhar para o lado em relação a outros, só porque uns têm dinheiro e poder e os outros não.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

MAR



Mar manso, mar chão, mar amigo

dás alimento ao corpo, e à mente.

Tua pele macia

às vezes quente,

outras vezes fria,

estrada aberta caminho largo,

espelho de aventuras e ilusões.

Mar bravo, mar rude. mar atroz

desbravas o luto, e trazes a morte.

Invades derrubas e rasgas

a terra.

Teu uivo clama sofrimento.

Teu fundo cemitério.

Cantas, e embalas sonhos.

Roncas feroz na rocha.

Teu chamamento é viciante.

Tua lembrança presente.



Não voltem a nos enganar

Aqui temos em toda a sua plenitude o sistema político mais perfeito do planeta, aquele que nos resolvia todos os problemas, que dava as mesmas oportunidades a todos e que se quiséssemos viríamos a ser ricos, era só uma questão de tempo e de engenho. Era apresentado como a oitava maravilha do mundo, que só aqui haveria liberdade, mas agora põe-se a pergunta para quem? E que só este regime nos deixaria viver em democracia

O que nós todos vimos; mas talvez só aqueles que não tiveram a liberdade e democracia, é que tivemos de trabalhar da forma e nos horários e com os vencimentos que nos eram impostos, sempre no pressuposto de que era uma necessidade da globalização, e que os despedimentos também faziam parte da mesma globalização. Que os aumentos de preços dos produtos, e dos juros não estavam fora deste contesto. Que tínhamos que passar para o sector privado todas as actividades económicas e não só, porque só o privado é que sabia gerir e fazer riqueza. Por outras palavras trabalhem e deixem que nós gerimos o lucro do vosso trabalho.

A onde é que tudo isto nos levou? A ganância e a falta de escrúpulos de muitos em quererem cada vez ser mais ricos a todo o custo e não olhando a meios para o conseguirem, fizeram que chegássemos à nossa situação actual a bendita CRISE. Mas para alguns porque aqueles que tinham o poder económico, continuam a ditar as lei e a fazer circular por eles o capital e as benesses existentes. E o que fica para nós os que a única coisa que sabem é trabalhar? O desemprego os juros a subirem e termos que entregar as nossas casas porque não temos dinheiro para as pagar, e apertar o cinto ainda mais, sempre por causa da CRISE.

Agora é nos proposto, estes sacrifícios até que a crise passe que depois vai voltar a ser o mundo das maravilhas, para ficar tudo na mesma. Sim porque eles não vão deixar que nada mude, com medo de não ser mais possível explorar o povo como têm feito até aqui.

Espero que tudo o que está a acontecer faça acordar aqueles que se têm deixado levar nas cantigas de embalar e não se deixem mais uma vez adormecer, porque está na hora de exigirmos que o respeito pelo ser humano passe a fazer parte da organização da nossa sociedade, e não mais seja possível uma tão desenfreada exploração.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Pedras da nossa terra














A igreja para que serve

Na maior parte das vezes dá vontade de perguntar, para que serve a igreja? Para estarmos agarrados a um passado que já não tem nada a ver com a realidade do homem de hoje e com os avanços obtidos em várias áreas.
A igreja de hoje prefere que um ser humano esteja a sofrer num estado vegetativo sem possibilidades de regresso à vida em vez de ser possível dar a esse mesmo ser, uma morte mais diga para ele, e deixar uma recordação menos dolorosa para aqueles que o rodeiam.
Será que não é mais dignificante para o homem, poder enquanto tem possibilidade para isso deixar escrito as suas intenções para o caso de vir a estar nessa situação, e desta maneira isentar que seja a família que tenha de tomar uma posição, que muitas das vezes deixa sentimentos de remorsos muito difíceis de passar.
Já quando foi da aprovação da interrupção voluntária da gravidez, a igreja sabendo que se fazia milhares de abortos clandestinos em condições extremamente degradantes para a mulher, pondo em risco a sua própria vida, preferiu fazer de conta que nada acontecia, e mais uma vez se pôs contra os seus fieis. Agora passado dois anos se veio a demonstrar que nada aconteceu daquilo que a igreja tentou apregoar e hoje a nossa sociedade está mais civilizada.
Agora em relação ao casamento civil dos homossexuais, ai está novamente a igreja a lançar para a nossa sociedade uma série de profecias da desgraça do que ai vem, se tal situação acontecer. E o que está em causa é tão só o alargamento de direitos civis a mais pessoas que até aqui estavam impedidas de os ter.
A igreja de hoje ou se aproxima dos seus fiéis e percebe as mudanças que vão ocorrendo nas nossas vidas ou está condenada a ficar só com os seus eclesiásticos e as doutrinas que ninguém consegue já perceber.

O mar dos marafados










































Este é o mar azul que canta nas rochas

Enlouquece os homens

Alimenta as sereias, e não perdoa a quem o desafia.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A história repete-se

Hoje a manhã está muito carrancuda e já choveu não se ouvem os pássaros e está tudo molhado por todo o lado. Mas mesmo assim e porque hoje é sábado, não à que voltar a cara ao tempo e ficar na cama, à que aproveitar o descanço do trabalho e fazer aquilo que mais gostamos. Toca a comer e a meter tudo o que é preciso no saco e vamos embora que o tempo há-de melhorar.
Quando estava a chegar ao clube já o sol tentava espreitar por entre as nuvens negras, a moral já ficou mais alta e lá vou eu equipar-me porque não há tempo a perder. Ao voltar já com o kayak ás costas o sol brilhava e enchia de luz todo o rio. As primeiras remadas foram difíceis mas o corpo foi-se habituando ao esforço e agora o kayak corta a água com grande velocidade, cada vez o tempo está a ficar melhor e só uma ou duas nuvens é que ainda estão no céu. A água do rio brilha como um espelho e não existe vento nenhum, as remadas são cada vez mais fortes e já não há nuvens, o sol agora brilha com mais intencidade, as gaivotas voam por todo o lado na busca de algum cardume para tomarem o pequeno almoço. Lá longe aparece um carregueiro de grande porte que vem ancorar no porto, os pilotos da barra vão no seu encalse para lhes dar as orientações de entrada no rio. Agora a remada já não é tão forte porque o calor faz-se sentir e a primeira paragem já está próximo. Um cabeço de areia no meio do rio, onde se encontram algumas centenas de gaivotas ao sol a descançar depois da busca de comida que fizeram. Com a minha chegada levantou-se um bando de gaivotas que foram em direcção ao carregueiro que estava a entrar no rio na procura de alguma comida que fosse deitada por borda fora.
Depois de descançar um pouco e de ter comido qualquer coisa energética para me dar forças na continuação da viajem, aqui vou eu outra vez sulcando as águas agora mais mexidas devido à entrada do navio. Nesta altura já o rio está cheio de barcos de recreio que aproveitam para tentar apanhar algum peixe, de barcos à vela mas não têm muita sorte porque não faz vento quase nenhum, também por cá andam os nossos amigos de barco a remos. Para dar ainda maior alegria a tudo isto ai vem o habitual cardume de golfinhos que aproveitam a maré cheia para subir o rio.
E assim se passa uma manhã maravilhosa que tinha começado com muita má cara mas que se transformou do dia para a noite. E com isto tudo eu que acabo de chegar da minha viajem matinal, cansado mas com muito boa disposição, e que depois de um retemperador banho quente, me vou preparar para um merecedor almoço à beira rio.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Um conto triste

Cada vez se estava a enterrar mais na lama pestilenta, no meio daqueles porcos todos, que se preparavam para a morder, vendo que esta já tinha perdido as forças para se defender de todos aqueles animais enloquecidos pela fome. Mas ainda teve um derradeiro laivo de força para conseguir chamar o seu companheiro de solidão, que mesmo sem acção varrado pela fome lá conseguiu ladrar e correr com os porcos de volta da sua amiga de sempre. Isa lá conseguiu levantar-se apoiando-se no lombo escanzelado do seu fiel amigo, as suas roupas todas rasgadas e molhadas estavam coladas ao corpo todo arrepiado devido a um brisa forte que se fazia sentir de noroeste. Isa caminhava lentemente para casa de cabeça pendida para a frente com os seus cabelos loiros todos esgranhados e sujos da lama do chiqueiro onde se deixou cair, a trás dela ia ficando um rasto de água lamacenta que escorria pelo seu corpo muito branco e magro. Sentou-se numa pedra junto à casa para descalçar as suas botas rotas de cabedal, que também estavam cheias de água, e que tiveram de ficar ao sol para poderem secar para que a Isa não tivesse de andar descalça pois era o único calçado que tinha. Foi obrigada a se despir ali para que suas roupas não infestassem a sua pequena divisão de quatro metros quadrados onde vivia com o seu cão. Correu descalça até um pequeno riacho onde lavou o seu desnudado corpo e as suas miseráveis roupas, voltou para casa para se limpar e deitar com o seu cão numa encherga tapada com uma manta toda rota.
Isa era uma criança de douze anos que servia um lavrador de muito mau génio e guardava os seus porcos, não tinha família, comia uma vez por dia e dividia a sua comida com o seu cão. Trabalhava todos os dias de manhã até à noite, saia logo cedo com os porcos e regressava à noite onde os guardava num chiqueiro imundo.
Tinha sido encontrada com poucos dias de vida pelo lavrador que a levou para casa e a criou sempre sem carinho e obrigando a triste criança a trabalhar assim que começou a andar. Não sabia ler nem nunca teve um brinquedo ou soube o que era brincar, o seu único amigo era o seu cão pinguinhas que tinha a sua idade e viveu sempre com ela.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

É preciso mudar

Estamos a viver momentos históricos das nossas vidas. E se os seres humanos já tinham dado provas de que cada vez se vive mais com o espírito de ganância, egoismo e falta de solidariadade, baseado no conseito de salve-se quem poder. Hoje parece-me que esse espírito está cada vez mais refinado. Senão vejamos o que se está a passar.
É deloroso ver como alguns empresários estão a encarrar esta crise, aproveitando a oportunidade para criar falências fictícias, e desta forma deitando ainda mais achas para a fogueira, aumentando assim o batalhão dos desempregados, e contribuindo para o sofrimento de muitas famílias que na maior parte das vezes deram do seu melhor aqueles que agoras lhes estão a dar um pontapé.
Será que esta gente ainda pensa que este mundo se pode desenvolver como na idade média. Onde existia a nobreza e os outros eram tratados como animais. Os que pensam que podem enriqueser e que tudo á sua volta é miséria estão profundamente enganados. Porque hoje o enriquecimento está ligado ao consumo e se o povo não tiver dinheiro para gastar não haverá desenvolvimento em nenhuma área.
Também os banqueiros estão a dar um péssimo exemplo, pondo a nu a sua apetência para o lucro desenfriado, aumentado as suas margem numa altura em que era preciso o contrário para que aqueles que precisam de pedir dinheiro para fazer face aos seus compromissos não tivessem de se endividar ainda mais.
Esta crise tem a ver com todos nós, é necessário que todos façamos o nosso exame de consciência e alterarmos a forma de estamos na vida, eradicando a ideia de que para um povo se desenvolver terá que ser á custa do sofrimento e miséria dos outros.
Era preciso neste momento termos dirigentes com uma capacidade acima da média para que existisse coragem de fazer o que é necessário sem ter medo de enfrentar o poderio financeiro que não quer de modo nenhum perder os seus previlégios. Mas infelizmente e para mal de nós todos não vai ser isso que irá acontecer.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

É preciso pôr estes barcos no mar

Principalmente estes últimos oito anos o mundo perdeu a pouca humanidade que ainda existia entre os povos.
Fruto de uma política de arrogância e de poderio desmesorado, da mente de um homem e de um país que devido a todas as fragilidades e controversias entre povos, nos poderia levar a um fim mais dramático.
O mundo girou numa dinâmica do vale tudo para criar dinheiro e dominio nalgumas zonas do globo, nem que para isso fosse necessário, provocar uma guerra a todo custo, morrer gente, e quantos milhares de inocentes não viram as suas vidas ceifadas por terem outras ideias, outra cor de pele e uma religião diferente. Tudo isto com o beneplácito de alguns países e outros a olhar para o lado. Hoje mais do que nunca é preciso que os homens saibam ter uma convivência entre todos respeitando as suas diferenças civilizacionais e religiosas, sem quererem impôr aos outros as suas ideias e convicções de vida.
O capital deixou que os seus ideologos mais retrogados conseguisem dominar o mundo financeiramente, e militarmente criando um ambiente de guerra em várias zonas.
Hoje é urgente pensar tudo de novo com a convicção de que este processo falhou e que tentar pôr de pé a económia mundial acente nas mesmas ideias já conhecemos qual é o seu fim. É necessário que os dirigentes mundiais tenham a coragem suficiente para encararem este desafio sem nostalgias do passado e criar uma nova ordem económica baseada no respeito por todos os seres humanos. Esperemos que o mundo não perca esta oportunidades, pois é mais que urgente que estes barcos vão para o mar.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Com o tempo isto vai


Sou um fervoroso adepto de que se faça constantes inspessões às áreas ligadas aos produtos alimentares e à alimentação, quer na produção, na sua trasformação e na venda. Porque infelizmente em Portugal a formação e informação que é posta á disposição de quem se dedica a estas actividades, muitas das vezes não chega aos distinatários e quando chega existe algumas dificuldades de as interpretar, umas vezes porque são de dificíl compreensão, outras com a agravante de que alguns dos seus distinatário não sabem ler e ou têm uma escolaridade muito baixa, principalmente na área da agricultura e pecuária.
Felizmente parece que estamos a dar alguns passos positivos, no sentido de fazer chegar a informação disponível por vários meios, que se torne acessível a todos. E por sua vez intensificar a fiscalização por forma a fazer cumprir rigorosamente todas as normas relacionadas com estas actividades. É com grande satisfação que já se vê por muitos lados o respeito de todas essas indicações.
Mas como nem tudo é perfeito, ainda se vão vendo coisas parecidas com a imagem. Que nos deixa a pensar. Será que aquilo que é exigido a uns não é igual para outros, ou os responsáveis não vêm estas coisas, ou quando passam por elas olhamos para o lado. O que é que poderá estar nesta tomada de atitude?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Demagogia à solta

Não estivéssemos nós em ano de todas as eleições, e não se sentiria já um frenesim entre os nossos políticos a ver o que é que cada um anda a dizer para de seguida alguém vir contradizer e afirmar que fará muito melhor.
É velos. Uns que pareciam ter hibernado aparecem agora com uma vitalidade e um sem número de propostas. Convocando congressos para voltar a dizer o mesmo de sempre, e terem os apoiantes crónicos que só sabem dizer que sim, mas não sabem porquê. Mas também lá estão os opositores de peito, que depois de se insultarem uns aos outros, conseguem engolir alguns sapos, e por magia lançar cá para fora ideias brilhantes e salvadoras como se tivessem caído do céu ou sido tiradas de uma qualquer bolsa de um mágico. Todos aplaudem, os médias da cor dizem maravilhas. E está tudo preparado para mais uma campanha, onde se vai dizer as maiores barbaridades, como se os que estão a ouvir fossem débeis mentais.
Outros vêm nos dizer tudo completamente diferente, daquilo que estão a fazer. Que agora é que é, vai haver tudo para todos, que as pessoas não se precisam de preocupar porque se lhes derem o voto, e principalmente a maioria, sim porque só com a maioria é que eles podem fazer o que estão a prometer. Deixa de haver desemprego, as reformas vão subir, os juros vão baixar, vai haver mais hospitais, deixa de haver inflação, vão construir mais escolas.
Mas também há aqueles que oferencem prendas a quem votar neles, e dão grandes banquetes com comida para todos sem pagar, e se for preciso num comício no Minho vêm ao Algarve buscar pessoas para no outro dia dizerem que tinham muito mais pessoas no comício que os seus adversários.
É assim vale tudo e infelizmente lá vai o zé povinho votar como se tivesse a apoiar o clube do seu coração.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O que vale ser honesto

Hoje a falta de humanidade e respeito pelas organizações e a ganância é tão grande que os poderosos do mundo e donos do dinheiro não conseguem criar aplicações honestas para o seu capital, tal não é a velocidade com que ele entra nos seus cofres, e as rentabilidades que esses senhores têm. E vai dai biliões e biliões de dinheiro em vez de serem aplicados para criar infra estruturas de desenvolvimento, modernizarem processos de produção arcaicos e combater a fome e as doenças que vão grassando pelo mundo.

São antes encaminhados para os prodígios de fazedores de dinheiro sem esforço que se aproveitam das suas inteligências para dar a volta ás tristes mentes ocas e soberbas dos poderosos, com as promessas não de cofres cheios de dinheiro mas sim de camiões. Infelizmente mais tarde vamos a ver e não passa de simples burlas que se existisse algum bom senso não seria possível estes aventureiros enganarem toda a sociedade.

A cegueira é tão grande que estes poderosos não conseguem parar para pensar que estão a destruir o seu mundo o mundo dos seus filhos, e dos seus netos. A única explicação para tal facto é que o homem de hoje perdeu todos os valores de solidariedade, honestidade e esqueceu-se que somos todos iguais e que o dinheiro ainda não consegue comprar a felicidade, a saúde e a morte. E então enquanto cá estão tentam fazer tudo o mais depressa possível com medo do seu tempo acabar depressa.

Os arautos defensores, que devemos entregar tudo aos privados porque, só esses senhores é que sabem pôr a economia a prosperar, pois só eles é que detêm dinheiro para pôr tudo a funcionar, e que quem corrompe a sociedade são as organizações públicas que não sabem gerir nada.

Se assim é, porque vieram agora estender a mão ao estado depois de terem mostrado ao mundo que as suas ideias não nos levam a parte nenhuma. Mais uma vez ficou aqui demonstrado a falta de escrúpulos de toda esta gente, que não merece mais que o nosso desprezo e desdenho. Mas o que lhes vale é que têm nos governos os seus lacaios que nestas alturas não os deixam cair.

Será que um país pode ter desenvolvimento, quando as grandes fortunas, os empresários, as profissões liberais e muitos outros, proporcionalmente pagam menos impostos, quando pagam do que um simples trabalhador. Mas na maior parta das vezes não se sabe como é que essas fortunas apareceram e nestes casos ninguém faz nada porque não se pode interferir na privacidade de cada um e eles têm possibilidades de pôr esses dinheiros em offshore não esquecendo o tão benéfico sigilo bancário.

Um cidadão que tem uma actividade honesta, que paga os seus compromissos com os outros e paga os seus impostos a tempo e horas, necessita destas protecções, para quê?

Será que os senhores deputados não acabam com todas estas benesses, porque elas vão beneficiar o povo em geral ou só meia dúzia de famílias a quem lhes têm de tirar o chapéu. E é a isto que chamam de democracia ou será hipocrisia. Basta de enganar este povo que é o mais explorado da toda a Comunidade Europeia. Quer queiram quer não os senhores governantes destas últimas décadas vão ficar na história deste país como as pessoas que menos escrúpulos tiveram para se manterem no poder e tão tiranos foram para um povo que já vivia num limiar tão baixo de sobrevivência.

Este é o maior embuste que estão a fazer ao povo aproveitando-se da sua baixa falta de conhecimentos (coisa que lhes dá muito jeito), para espalharem por todo o lado de que a democracia é o poder do povo para o povo. Mas qual povo? aquele que trabalha e cumpre com as suas obrigações. Ou daqueles que conseguindo as rédeas do poder, nunca mais se lembram de que a democracia é o poder do povo para o povo.